Os microfones alteram minha voz?

Muitas pessoas são resistentes a cantar com sistemas de feedback vocal (seja em ambientes de estúdio ou em situações ao vivo) porque, em algum momento, foram informadas de que o microfone altera sua voz.

Isso é realmente verdade?

Bem, em primeiro lugar, gostaríamos de salientar que ajustar o feedback vocal para que uma pessoa se sinta confortável cantando é uma arte. E isso depende muito do próprio cantor e do técnico que está operando os dispositivos.

Isso ocorre porque algumas pessoas gostam de cantar com o retorno vocal em um volume muito alto, outras gostam de cantar com ele mais “dentro” dos instrumentos; alguns cantores gostam de confiar em um instrumento específico (geralmente piano, violão ou guitarras) e preferem que esses instrumentos sejam mais altos em seus retornos. Algumas pessoas ainda gostam que o feedback tenha efeitos de reverberação e atraso, enquanto outras preferem que o feedback seja bem “seco”. As variáveis podem ser infinitas…

Um ajuste não muito bom do retorno pode fazer com que o cantor (mesmo um profissional) se sinta muito desconfortável e isso pode prejudicar seriamente seu desempenho.

Então, o microfone realmente muda nossa voz?

Estamos considerando aqui em nossas postagens equipamentos de qualidade mínima. É mais ou menos óbvio que aquele microfone que vem nas máquinas de karaokê mais baratas ou nos microfones embutidos de telefones celulares e computadores antigos provavelmente lidará com um considerável corte de frequência e perda de faixa dinâmica.

Em outra postagem, já mencionamos um microfone bastante barato que ajuda muitos de nossos alunos a estudar ou a fazer gravações caseiras (Samson C01 Pro Usb – cerca de US$ 90). Esse é um microfone de gravação e não funcionará muito bem em um contexto ao vivo. Um modelo popular para situações ao vivo é o Shure SM 58 (cerca de US$ 99). Outros que funcionam muito bem em um show ou evento são o Beta 58 da Shure (US$ 160 ou mais), o Audio-Tecnhnica AE-4100 (US$ 190 ou mais) e o Sennheiser e945 (US$ 220 ou mais). Se você quiser um microfone para toda a vida, considere o KSM 105 da Neumann (cerca de US$ 700).

Considerando o equipamento sobre o qual falamos anteriormente e outros de qualidade semelhante, o grande problema é que a maioria das pessoas não sabe como os outros os ouvem. Isso ocorre porque, quando nos ouvimos sem microfones, as vibrações das pregas vocais ressoam na garganta e na boca e são transmitidas ao ouvido interno pelos ossos da cabeça. Isso é diferente de uma gravação ou de ouvir a voz de outras pessoas – nesse caso, os sons chegam aos nossos ouvidos somente por meio de vibrações que viajam pelo ar.

Quando estamos nos ouvindo com um microfone ao mesmo tempo em que cantamos, é verdade que ainda temos alguma transmissão através dos ossos da cabeça, mas ganhamos uma referência muito maior com o som que vem dos alto-falantes ou fones de ouvido.

E como encontrar o retorno ideal para mim?

Como dissemos, o equipamento faz muita diferença. Não apenas os microfones, mas também toda a cadeia na qual eles estão conectados (pré-amplificadores, conversores, compressores, equalizadores e outros efeitos) e os meios pelos quais você está ouvindo sua voz (fones de ouvido ou alto-falantes).

Mas há um aspecto muito importante que a maioria das pessoas ignora: a capacidade do cantor de comunicar ao técnico a maneira como ele deseja que esse feedback seja configurado. E aqui não há muito como fugir do tempo de experiência: quanto mais você cantar com feedback, quanto mais você se conhecer como cantor, quanto mais ensaiar e quanto mais gravar, melhor será sua orientação para o técnico.

Portanto, afaste-se desse lugar-comum que diz que “o microfone” muda sua voz e que você não sabe como cantar no microfone e ensaie mais com feedback e grave-se mais. Nas primeiras vezes que fizer isso, você ficará surpreso e provavelmente não gostará do resultado, mas, com o passar do tempo, verá que é assim que você se tornará o cantor que sempre quis ser.

Raphael Begosso

Raphael Begosso

Formado em Música com habilitação em Composição e Regência pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), a melhor faculdade de música do Brazil. Como um dos melhores alunos de sua turma, conseguiu uma bolsa da CNPQ e foi convidado para integrar um grupo de pesquisa científica conhecito como PET. Raphael trabalhou como diretor, arranjador, e produtor de muitos grupos vocais e corais. Seu grupo CantaMais fez shows por várias cidades de Sãp Paulo e foi convidado para fazer uma participação num programa de TV chamado Programa do Jô da rede Globo de televisão (você pode achar esse vídeo em nosso canal do YouTube). Ele estuda voz desde 1998 e é um vocal coach dede 2002. Estudou tamabém piano, guitarra, violão erudito e canto coral na Escola de Música do Estado de São Paulo (antiga ULM) Um dos grandes mentores de Raphael é Brett Manning que aplica o Singing Success – método de eficiência comprovada e usado por vários cantores famosos e ganhadores de prêmios Grammy, MCA Awards and Dove comoHayley Williams (Paramore), Taylor Swift, Keith Urban, Mark Kibble and Claude Mcknight (Take 6), Michael Barnes, Luke Bryan entre outros.

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